Sexta-feira, 2 de Novembro de 2018

Deixa a Ternura

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DEIXA A TERNURA

Rogério Martins Simões

 

Quando no desespero em que me deito,

Como uma onda varrendo no mar alto,

Quantas vezes calado em sobressalto,

É esta imensa dor que me vai no peito.

 

Que cruel é este sofrer sem mais proveito,

Arfando até não mais, e neste assalto,

Para onde o meu presente levou a salto:

Assim vai esta dor que me dói e rejeito.

 

Luta desigual, foi esse o seu recreio,

Que bem cedo legou este meu tormento.

Tarde me tarda meu último movimento…

 

Eterna prisão foi esta que me enleio,

Num conflito que me leva à loucura,

Quase tudo levou: Ficou a ternura…

Meco, 19/03/2016 22:36:37

(próximo livro)

 

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publicado por poetaromasi às 22:50
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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