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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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29.09.19

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POEMAS DE AMOR E DOR

 

Hoje 24 de Setembro de 2019 perto das 13 horas recebi os meus livros do meu novo livro de poesia. Assim:

Por se ter agravado o meu estado de saúde e estando o meu último livro pronto, cumpre-me informar que apesar de ainda não ter marcado o dia e a hora do seu lançamento, por informação da Editora, passarei a divulgar o meu segundo livro “POEMAS DE AMOR E DOR”.

O projeto que tinha planificado para este livro não se concretizou, apesar de ter passado um ano a trabalhar nele. Só quem passa pela doença de Parkinson conhece as dificuldades que a todo o momento vão aparecendo. Darei como exemplo o não conseguir manusear corretamente o “rato” apesar de tudo tenha tentado fazer para impedir que os dedos deixem de apertar ao mesmo tempo, sem eu querer, o botão direito do “rato”. Mas muitos mais dificuldades se juntam tendo atingido os meus limites desde muito cedo. Foi para me obrigar a concluir este livro que optei por me desafiar a mim mesmo, remetendo os poemas à Editora. Deste modo, só com a paciência daqueles com que ia contactando ao longo destes últimos 5 meses foi possível concluir o julgava impossível. Existem algumas falhas, e desde já peço desculpa. Mas tudo fazer sem ajuda de ninguém, e na minha situação, não mais terei coragem para tal.

Finalmente direi que contando com a ajuda de alguns amigos tentarei apresentar o livro numa tarde de Outubro em local a anunciar,  mas disso darei conta logo que possível.

Tudo de bom para todos.

Rogério Martins Simões 

 

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05.02.16

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OLHOS MEUS

Rogério Martins Simões

 

Quando eu partir, olhos meus,

Que outros iguais os não viram,

Cegos sejam se mentiram:

Mais não viram como os teus.

 

Ver é percorrer os céus,

Para onde eu sei que fugiram.

Meus olhos nos teus partiram,

Na hora de dizer adeus.

 

Lê estes versos sem dor:

Poema para o meu amor

Que meus olhos também leram.

 

São cartas de amor p´ra ti

Que te deixo e que escrevi:

Nossos olhos não morreram.

 

Meco, 05/02/2016 22:25:16

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29.01.16

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DESFIANDO ORAÇÕES

Rogério Martins Simões

 

Olhou as paredes que ficavam nuas,

Sem compreender todos os porquês.

Encerraram as portas e eram duas…

Aquando numa lágrima se desfez.

 

Tinha os cabelos brancos como luas;

Trazia nas mãos o terço que ela fez,

Murmurava orações que foram suas:

Antes morresse por uma só vez…

 

Entrou, chorou, e sentiu-se perdida.

Era tão triste o seu final de vida:

Naquele estranho e tão amargo lugar.

 

E quando pareciam todos dormir,

Cercada de luz orou e quis partir:

Sorriu! E ninguém mais a viu acordar…

 

Meco 12-12-2012 23:58

29/01/2016

 

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05.03.15

SAM_0385.JPG

 

QUANTA TRISTEZA TEM O MEU OLHAR

Rogério Martins Simões

 

Quanta tristeza tem este meu olhar.

Que aos poucos vai morrendo: que viver?

Se lentamente passo este sofrer:

Neste viver, assim, sem desejar.

 

Já passei tantas datas por datar…

Mais que os anos, perdidos, sem os ver

Que para aqui estar, e sem morrer,

Na morte vivo sem mais esperar.

 

Que não seja por mim a pouca sorte,

Pois que, neste meu invólucro de morte,

É na vida que a alma se deslinda.

 

E neste desespero em que me vejo,

Minha alma, num momento de sobejo,

Recorda-me que não quer partir ainda.

 

Meco, 05/03/2015 19:30:42

 

 

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20.10.14

Eras luar.jpg

 

 

ERAS O LUAR

Rogério Martins Simões

 

Cruzei-me contigo eras o luar,

Trazias no teu rosto as luas cheias,

Hoje não te vi, e fui procurar

Com velas acesas e candeias.

 

Subi e desci p´ro fundo do mar,

Vi as estrelas a beijar sereias.

Procurei no horizonte o olhar…

Que deitado estava nas areias.

 

Não tivessem razão os meus receios…

Senti ciúmes ao ver-te despida,

Ali esperando o sol estendida…

 

Prendi os olhos da lua com colchetes;

Segurei o teu sol com alfinetes;

E afoguei-me no mar dos teus seios…

Meco, 29-08-2011 22:15:49

(Versão final 20/10/2014)

 

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11.02.13

BAILE

Rogério Martins Simões

 

Foi numa tarde que tardava,

Quando nem esperança havia,

O meu olhar ao teu se colava,

E logo naquele primeiro dia.

 

Veio a noite que me retalhava,

A vida que de mim tanto fugia.

E enquanto contigo dançava

A noite ciumenta desaparecia.

 

Trazias farripas nos teus cabelos,

Com que me prendias nos desvelos:

Olhos de carmim mulher amada.

 

E se o sol já vai alto e tardámos

É porque bem cedo nos amámos

Nos versos da madrugada.

 

Meco, Campimeco, 11-02-2013 20:11:06

De acordo com a Lei os direitos de autor estão protegidos, independentemente do seu registo. (A registar no Ministério da Cultura - Inspeção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. – Processo n.º 2079/09)

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11.05.12

Quando nas mãos de amor me vi sujeito

João Xavier de Matos

 

Quando nas mãos de amor me vi sujeito,

A razão em mil erros consentindo,

Jurei de nunca mais, em lhe fugindo,

Sujeitar-me a seu bárbaro preceito.

 

Ora pude escapar-lhe, e ver desfeito

O duro laço, que me andara urdindo,

Até que pouco a pouco fui sentindo

De novas chamas inflamar-se o peito.

 

Olhando então por mim, achei quebrada

A ligeira promessa, a um brando rogo,

Por minha própria mão sacrificada;

 

Que juras contra amor, por desafogo,

São votos de tormenta já passada,

Que depois de serena, esquecem logo.

 

(tomo I de Rimas)

João Xavier de Matos, nasceu entre 1730 e 1735 numa povoação designada por Ribeirinha do Tejo e faleceu em 1789, em Vila de Frades

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25.10.11

 

 

Óleo sobre tela Elisabete Sombreiro

 

PAPOILAS DA ALMA

Rogério Martins Simões

 

Enquanto na planície o sol dançava,

De noite os seus desejos cresciam.

Pálida neve! O seu rosto nevava…

De olhos cansados dores sorriam.

 

Da janela da noite suspirava:

Desejos seus, proibidos, partiam:

A seara infecunda secava…

E as papoilas da alma nasciam…

 

E quando a bruma o seu corpo levou

O Alentejo, cantando, a chorou

Nos seus lindos poemas de amor.

 

Mas se os amores lhe foram adversos

Nem a morte apagou os seus versos:

Para sempre! Na “Charneca Em Flor”...

 

Meco, Praia das Bicas, 24-10-2011 21:54:38

(A Florbela Espanca)

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25.09.11

 

 

 

CORAÇÃO DE NADA

Rogério Martins Simões

 

A toda a hora, ditosa,

Quero estar contigo e ter

A pérola mais preciosa:

Meus olhos para te ver.

 

Versos em flor, viçosa,

Poemas ao alvorecer.

Em dois botões de rosa…

Meus olhos os querem ler.

 

Quero também versejar,

Para que possa adoçar,

Os teus sorrisos de gata.

 

Assim o verso me ceda,

Teu corpo feito de seda,

Coração e seios de prata.

 

Meco, 25-09-2011 23:13:40

 

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11.04.11

 

HOJE É O MEU DIA... DIA MUNDIAL DA PARKINSON

 

SEJAM TODOS MUITO FELIZES

 

SEM PARKINSON!

 

 

PARKINSON

(DIAGNÓSTICO)

Rogério Martins Simões

 

Meu amor! Tu não estavas enganada!

Só tu darias pela diferença no gesto,

Pela minha expressão algo errada,

O meu lado esquerdo menos lesto.

 

Hoje, tu não ficaste surpreendida.

Componho este poema e não desisto:

A direita, com que escrevo, agradecida!

Com a esquerda não escrevo mas insisto!

 

Com a direita escrevo o “A” de amor!

Com a esquerda se escreve o “D” de dor!

E o resto deste poema em desespero!

 

Pois sofrer, tanto sofrer não conhece.

O meu corpo, tanto sofrer, não merece.

Sofrer mais, por sofrer, não quero!

 

04-06-2002

 

 

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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