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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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05.02.15

IMG_1225.JPG

 

 

UM SORRISO DE TERNURA

Rogério Martins Simões

 

Um sorriso, tanto, de candura,

Aberto, secreto e luzidio.

A beleza que em ti irradia,

Formosa, discreta e segura.

 

Mas se uma lágrima te cai,

E manhã cedo espreita o rio,

Leve, leve, como a neve fria:

Tão breve, logo amanhece

Na solidão do dia-a-dia,

Segredos da desventura.

Que só a tua alma conhece.

 

Vai! Solta a amarra

Dá liberdade à ousadia

Deixa que ela te traga

De volta a tua alegria.

 

Um sorriso de ternura,

Aberto, liberto e atrevido…

A beleza que em ti irradia,

Formosa, discreta e segura.

 

31/08/2004

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.10.07

(óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

RECORTE NA PLANÍCIE

Rogério Martins Simões

 

Venho de um tempo de Inverno,

Quando a noite mais tempo toma.

Sou fruto de um vagar eterno

Quando o trabalho não retoma.

 

Do frio, a cortiça protege o sobreiro…

À lareira cerzia panos de linho

Chovia lá fora, era Fevereiro.

Sou filha do amor; lenha de azinho.

 

Foram longos os meses de espera

- Seara! Aprendi a bailar contigo

E foi a mais linda Primavera

E minha mãe cantava comigo:

 

“Semeei este amor de Inverno,

Papoila! Ventre da Primavera

Bago de trigo; Verão eterno,

Outono! Vida! Minha quimera.”

 

E o Verão foi ainda mais quente!

Mas o Outono é a minha estação…

A minha mãe carregou a semente

Verde foi o fruto do seu coração.

 

Ceifa-se no Verão

O que Outono é servido

Sinto dar a mão…

Que lindo vestido!

 

Se voltar a Beja

Que me viu nascer

 e beija

Estarei ao postigo!

Sua bênção, minha mãe.

Sei que estás comigo!

19-10-2006

(Poema dedicado a minha doce e linda companheira, Elisabete Sombreireiro Palma, que nasceu em Beja no dia 19/10/1948)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

08.06.06

 

Terna e doce recordação

Rogério Simões

I

CAEM LÁGRIMAS

 

Rolam-me na face

Caem no chão

Secam com o vento

As lágrimas tristes

Do meu coração!

 

Continuo escrevendo,

Versando tua beleza,

Apenas interrompido

Por longos suspiros

Da grande tristeza

De meu coração!

 

E, se depois penso

Que jamais serás minha:

Rolam lágrimas

Pelo rosto molhado

Caem no chão!

Secam com o vento!

As lágrimas tristes

Do meu coração.

Abril de 1968

 

 

Recordo-me de ti

II

Recordo-me de ti

nas horas que não eram tempo

quando os nossos olhos

ainda mal se abriam.

Eras menina

E eu corria

ao encontro na Parede

e a parede era mesmo ali

a dois passos do coração.

Eras menina

E as horas não eram tempo

Nem o tempo me separou de ti!

 

 

Terna e doce recordação

III

Eu sei que nos momentos mais duros da vida,

nos pedaços em que ainda retinha o alento

eu me recordava de ti.

Não sei a razão

Mas a menina do meu coração

permanecia na minha vida.

Adivinhava os teus passos!

Sabia de cor os teus gostos.

Afinal estavas aqui...mas fugias sempre!

Faltava-me a coragem...

E não queria perder-te!

 

E nossos pensamentos distantes

Eram dois amantes.

 

Passavam os anos não passava o amor

E até o desencontro não perdia o calor.

Que estranha forma de viver

Têm nossas duas vidas:

Tão cheias de amor e desencontradas.

Deixei endurecer o coração!

Perdi a minha juventude!

Atravessei noites!

Levantei Manhãs!

Mas não perdi a virtude...

Sabes! É tarde!

 

IV

"Terna e doce recordação

Nunca deixaste de me pertencer

É meu, o teu coração

Por favor ajuda-me a viver"

 

V

"Feliz! Só por te ver

Viver? Eu não vivi!

E nesta ânsia de ter

Acabei por te perder

Perto, tão perto de ti"

 

1986

(Diálogos das almas e do poeta perdidos no tempo)

Rogério Simões

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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