Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Renascer

 

 

Fotografia de Rogério Martins Simões

 

 

 

RENASCER

Rogério Martins Simões

 

Passaram muitos anos

Em que te vi crescer

Habituei-me a olhar

Até me tapares a visão

Quando disfarçada crescias

A caminho do céu…

 

E eu voltava a passar

E a renascer

Por te sentir respirar

e rever

Em qualquer estação.

 

E tinhas o cuidado

De não cegar a luz

Pois a teus pés cresciam

Flores silvestres

Melros

Cogumelos e coelhos bravos

Enquanto em teu corpo

Adormecia uma cegonha…

 

Campimeco, Praia das bicas, Meco

27-02-2011 13:31:02

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

A pensar em ti... Um poema de 1983

 

 

(imagem do facebook)

 

 

A PENSAR EM TI

ROMASI

(Rogério Martins Simões)


Estrela da manhã

Que queimas

E não me guias…


Amiga

Flor que desperta

E não se apaga.


Lírio

Flor de lótus.

Semente.

Mar de vida.

Onde semeio

Onde me banho

E não me apago.

1983

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Rogério Martins Simões - poeta da alma

 

 

 

Foi por acaso que descobri este belo poema, do poeta João Raimundo Gonçalves, no blog Direito de Resposta.

Sou um Humilde poeta e não mereço esta linda homenagem à minha poesia.

Muito obrigado ao poeta e partilho convosco este seu poema com a respetiva autorização.

Bem-haja  - Amigo e grande poeta, João Raimundo Gonçalves.

 

 

Rogério Martins Simões – poeta da alma

(João Raimundo Gonçalves)


olho no teu rosto a esperança

segredo dum homem que se deu conta

toda tempestade traz bonança

ainda que instante breve tanto monta

*

olho no teu rosto a firmeza

olhos leais lábios expressivos da vontade

que por mais afoita seja a tristeza

na tua alma regurgita eterna a liberdade

 

*

olho palavras transpiram poesia

tão de tanto amor serenas nas memórias

por mais que o temporal seja de maresia

ergues na alma a força das vitórias

*

olho amor sem espera duma mulher

aroma que ameniza dor num homem irreverente

nem a Parkinson vence quando quer

nem a epilepsia anula a coragem que a alma sente

*

olho o encanto de versos que seduzem

o incitamento à coragem humana de tudo vencer

vida possuída de estrelas que reluzem

e que atraem mundos ansiosos por te conhecer

*

olho o homem de memória inteira

o poeta que encanta e maravilha a fantasia

de forma brilhante à doença toma dianteira

que viva nele eterna tão doce poesia

 


 

 

Poeta, João Raimundo Gonçalves


Fico quase sem estrelas,

pois as quero dar neste momento em que tomo conta, sem contar,

deste magnífico poema que quiseste dedicar.


Sabes, os poetas são assim: ternura e sensibilidade à flor da pele,

nobreza de sentimentos,

encantamentos e tudo isto e tanto mais os distingue dos demais.


Fazemos parte do universo da luz que reluz nos versos,

nos poemas com que nas noites calmas e serenas nos encontramos com o luar.


Desfolhamos pétalas sem ferir as flores.

Choramos todas as lágrimas num turbilhão de sentimentos

e ressuscitamos num verso.

Apanhamos o último barco onde não chegámos a entrar.


Sim! Fico sem estrelas mas cheio de luz!

Muito obrigado poeta por este momento que eternizo na minha alma.


Rogério Martins Simões

 

ROMASI

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

CUMPLICIDADES (reeditado)

 

 

 

Foto de Rogério Simões

 

 

Cumplicidades

(Rogério Martins Simões)

 

Observei-te, estavas, linda!

Bonita, como a rosa em botão!

Não te toquei, estavas ainda

Longe no teu olhar - eu não!

 

Afinal não te era indiferente.

Mas, enfim, lá por dentro vias

Que havia em mim algo diferente

Nos locais para onde ias.

 

Para compensar o tempo ido

Prometias em pensamento

Recuperar o tempo perdido

À força de um sublime momento.

 

Amor! Estavas tão linda

Bonita como a rosa em botão

Não te toquei, estavas ainda

Perto do meu olhar - tu não!

 

Finalmente teu coração reparou

E descobriste que eu existia

Teu amor em mim encontrou

E… foi tão lindo esse dia.

 

E foram tão longos os abraços,

Carentes, infinitos e diferentes.

Foram estes os nossos laços

Afinal não éramos indiferentes…

 

2003

(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)

E colectânea de poemas”INDEX-POESIS”

(ISBN 972-99390-8-X e Depósito Legal 249244/06)

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Abri a janela do meu quarto

 

 

 

 

 

 

Abri a janela do meu quarto

Rogério Martins Simões

 

Abri a janela do meu quarto,

Era ainda manhã,

Em cima da mesa estava o coração!

Reparei na moldura,

Passei discreto,

Eram tempos de hesitação!

 

Que segredos guardam meus passos?

Que tristezas guiam meus conflitos?

Acabei por descobrir os meus laços,

Percorrendo sempre os meus gritos!

 

Corri para o canteiro do lugar

Recolhi um botão de formosura,

Que, atento, coloquei ao luar.

 

Era noite, cedo tarda a noite,

Porque cedo amanhece o dia!

Que fado é a saudade

Da mesa do meu quarto

Que a felicidade é ter-te à mesa,

Servir-te este caldo farto

Num prato de sobremesa...

 

Esta rosa florida em botão.

Este instante de ternura e poesia,

Que, neste momento,

te entrego em mão.

 

Sexta-feira, 4 de Julho de 2003

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Olha o amolador

 

 

OLHA O AMOLADOR!

Rogério Martins Simões

 

Sete notas no ar hoje ecoaram!

O pregão do Amolador anda no ar.

Por todas a casas se procuraram

Tesouras e facas para aguçar.

 

Despertou em mim a curiosidade

Fizeram-me recordar as tradições

Passado recente da minha cidade

Lisboa, de encantos e de pregões!

 

Mas o som da flauta era sonante...

Anunciava a chuva e a tempestade,

Incómoda, enfadonha e marcante

Agora, ao recordar, sinto saudade!

 

9 De Agosto de 2004

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Instância

 

 

 

INSTÂNCIA

(Romasi)

 

Regresso da escola

percorro os mesmos passos

as mesmas ruas

é rotina!

Por isso não ligo às ervas que crescem

entre as pedras da calçada...

Aos cegos que por mim passam…

Sou tal como eles, não vejo!

 

Ah! Agora recordo

As barracas amontoadas ao fundo da escola

E aquelas crianças nuas

Brincando no gelo dos corações caridosos?!

 

Também há rosas!

Não! Havia!

Porque as rosas são a atenção de quem passa

Arrancam-nas e põem-nas na lapela.

Às vezes oferecem-nas…

Não! Deixam-nas secar…

E as pétalas caem no odor que fica!

 

Uma criança chora!

Levou um tabefe!

E vem o trabalhador de lancheira na mão

Olá amigo! Vai um copo?

 

Depois tudo me esquece

Tudo passa

Tudo gira na rotina

E no limiar da porta

Tiro a chave…

Acordo…

E vejo o mundo…

Lisboa, 30/01/1969

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Sudão

 

 

 

 

DARFUR - SUDÃO

Rogério Martins Simões

 

Era uma noite, tão noite,

nem uma só luz existia,

as velas, acesas, não brilhavam.

Lá fora nem luar havia…

 

Metia medo!

Ninguém dizia!

Ninguém murmurava…

O silêncio era gélido!

Esperavam o dia,

e os corações sangravam…

Medrosa agonia,

Metia medo!

Ninguém diria…

 

Vieram os cavaleiros de negro…

Despedaçaram as portas!

Violaram! Mataram!

Derramaram o sangue!

Verteram-se as lágrimas!

Levaram os moços!

Incendiaram o chão!

Queimaram os corpos em pira!

Envenenaram os poços!

E partiram sedentos de ira!

Que tragédia é essa - Sudão?

 

Voltou o dia!

Fez-se noite!

Viram-se de novo as estrelas!

Que é do teu povo Sudão?

4/4/2005

(Dedicado a João Paulo II)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

O quadro da Guerra

 

 

O QUADRO DA GUERRA

(Romasi)

 

Pintor

Pega na tua tela e pinta.

Mostra a beleza da paisagem,

mostra os horrores da guerra.

Não tens tinta,

Mas pinta!

Serve-te do sangue que corre

nos corpos que jazem por terra…

 

Não queres pintar!?

Só sabes desenhar,

pintar,

As belezas da serra!

 

Vá lá!

Porque não queres tu agora

se à tua frente

há montes sem terra!

Se à tua frente há desgraça!

 

Ah! Já pintas!

Então pinta

O quadro da guerra.

 

Lisboa, Escola Secundária Patrício Prazeres,

15/9/1968

(Homenagem aos mártires de Guernica)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. All rights reserved © DIREITOS DE AUTOR